Lucy | Crítica da Dublagem

Ficção científica com interpretações convincentes.

Izaías Correia
29 de agosto de 2014



 

LUCY

lucy

4mÓTIMA

Lucy – EUA , 2014


Estúdio de dublagem: Delart


Direção de dublagem: Andrea Murucci


Tradução: Pavlos Euthymiou


Elenco de dublagem:

Scarlett Johansson (Lucy): Fernanda Baronne
Morgan Freeman (Prof. Norman): Márcio Simões
Amr Waked (Pierre Del Rio): Alexandre Moreno
Pilou Asbæk (Richard): Reginaldo Primo
Analeigh Tipton (Caroline): Mariana Torres
Julian Rhind-Tutt (The Limey): Helio Ribeiro
Paul Chan (Cirurgião): Júlio Chaves
Laura D’Arista (Mãe de Laura): Lina Rossana
Ken Lin (Concierge): Sérgio Muniz

Lucy recebeu no Brasil uma adaptação respeitável para a nossa língua realizada pelo grupo da Delart sob direção de Andrea Murucci. A diretora está mais do que adptada ao ritmo de aventuras nesse estilo e segue a qualidade desempenhada em produções anteriores! Murucci mais uma vez consegue extrair o melhor dos dubladores escalados e dá à ficção científica oferecida na tela uma credibilidade maior.

A grande virtude desse produto começa exatamente na escalação do elenco, com Fernanda Baronne, como já esperado, fazendo Scarlett Johansson, ela tem fundido sua voz à imagem da atriz desde os papeis em Homem de Ferro 2 e Os Vingadores: The Avengers. Nesse trabalho Baronne segue a excelente performance da atriz que que vai de vulgar a gênio em poucas cenas.

Mas o show mais uma vez fica por conta de Márcio Simões, dando voz a Morgan Freeman. Enquanto o ator americano naturalmente rouba a cena como o cientista que didaticamente explica a teoria da trama tornando-a aceitável, Simões prova que alguns dubladores não deixam cair em nada a qualidade de uma interpretação brilhante. Alexandre Moreno também mostra talento emprestando sua voz a Pierre del Rio.

Pavlos Euthymiou, traduz expressões técnicas com muita eficácia, e a pseudociência presente no filme acaba tendo um sentido convincente também em nossa língua, sem soar como algo adaptado.

Excelentes atuações dos dubladores, aliadas a uma qualidade de áudio primorosa e uma técnica eficiente a cargo de Léo Santos e Rodrigo Oliveira, transformam essa versão brasileira numa boa pedida na hora de escolher a sala onde assistir.