Mercenários 3 | Crítica da Dublagem

Uma constelação de imagem e som.

Izaías Correia
27 de agosto de 2014



 

MERCENÁRIOS 3

mercenarios
ÓTIMA

The Expendables 3 – EUA , 2014


Estúdio de dublagem: Delart


Direção de dublagem: Manolo Rey


Tradução: Manolo Rey


Elenco de dublagem:

Sylvester Stallone (Barney Ross): Luiz Feier Motta

Jason Statham (Lee Christmas):Armando Tiraboschi

Harrison Ford (Drummer): Guilherme Briggs

Arnold Schwarzenegger (Trench):Garcia Júnior

Mel Gibson (Stonebanks): Júlio Chaves

Wesley Snipes (Doc): Márcio Simões

Dolph Lundgren (Gunner Jensen): Dário de Castro

Terry Crews (Hale Caesar): Ronaldo Júlio

Randy Couture (Toll Road): Maurício Berger

Kelsey Grammer (Bonaparte): Alfredo Martins

Antonio Banderas (Galgo): Alexandre Moreno

Victor Ortiz (Mars): Philippe Maia

Ronda Rousey (Luna): Sylvia Salustti

Kellan Lutz (Smilee): Raphael Rossatto

Jet Li (Yin Yang): Hércules Fernando

Ivan Kostadinov (Krug): Eduardo Borgerth

Sarai Givaty (Camilla): Angélica Borges.

Um time de estrelas da dublagem ajuda a compor a versão em português de Mercenários 3 (The Expendables 3), dando ênfase a ideia de Stallone de reunir um time de estrelas do cinema.

Mais uma vez a Delart ficou encarregada do trabalho de dublagem dessa sequência sob encomenda da Califórnia Filmes. A escalação dos dubladores causou grande impacto positivo entre os fãs desde o primeiro momento, quando foi anunciado na internet o trailer em português da produção.

Com a direção de Manolo Rey, que dessa vez também assina a tradução, houve uma séria preocupação em escalar os dubladores considerados oficiais, ou seja, as vozes mais constantes no Brasil do seleto grupo de astros que figuram na produção. O trabalho é quase é impecável nesse sentido.

Luiz Feier Motta, que substitui André Filho, desde que este morreu, está garantido no protagonista Stallone. Garcia Júnior, afastado da dublagem por conta da direção de dublagem de produções da Disney, volta a emprestar a voz ao Arnold Schwarzenegger como fez várias vezes durante as décadas de 1980 e 1990, então aqui, principalmente, essa ideia saudosista faz sentido também no áudio em português. Os demais astros também têm dubladores considerados constantes nos seus “bonecos”: Márcio Simões fazendo Wesley Snipes, Júlio Chaves dando voz ao Mel Gibson e Jason Statham recebendo a voz de Armando Tiraboschi.

Por conta do recente falecimento de Júlio César o ator Harrison Ford tem a voz do também competente Guilherme Briggs, uma triste perda num filme que busca matar saudades dos tempos áureos de cada ator. Mas Antonio Banderas não ser dublado por Ettore Zuim talvez seja a maior falta que essa dublagem tem.

Os diálogos estão bem traduzidos e por vezes adaptados à nossa realidade sem perda de conteúdo, e a qualidade de áudio da Delart como sempre dispensa comentários. A técnica sob responsabilidade de Jonas Ribeiro Chagas e Léo Santos também merece destaque.

Mais uma vez, vale a pena ver pela nossa língua mãe.